Vou ser pai

966 Words

Pantera narrando Cheguei em casa já no pique, com o Lucas agarrado no meu pescoço igual macaquinho, rindo de qualquer besteira que eu falava. Eu tinha dado uma voltinha com ele na moto, devagar, óbvio, e depois ficamos vendo um carreto descer o morro. Coisa simples, mas que pra ele vira evento. Quando abri a porta, já senti o clima diferente. Silêncio demais. Casa arrumada demais. Perfume leve no ar. — Ué…? — murmurei, estreitando o olho. Lucas pulou do meu colo e correu pra dentro, gritando: — MAAAAMÃE! Ayla tava sentada no sofá, com uma caixinha na mão, sorriso meio tremido. Aquele sorriso que ela dá quando tá feliz… mas nervosa. Aí já me acendeu aquele alerta interno. Fui chegando perto, tirando a jaqueta, olhando pros lados: — Cadê a Mari? — Tá aí… — ela disse, apontando pra coz

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