Magrin narrando Quando o Pantera fecha a cara daquele jeito, irmão… Nem cachorro late. A boca ficou estranha. Nada de música, nada de risada, nada de zoeira. Só o som seco de carregador batendo, rádio chiando e n**o andando rápido demais. Eu já sabia. Quando envolve criança, o chefe vira outra coisa. Pantera tava no meio do barraco maior, camisa preta, pistola na mesa, celular vibrando sem parar. O nome do Rottweiler piscando na tela era tipo um aviso de guerra. — Já espalhou? — ele perguntou sem me olhar. — Já, chefe. — respondi. — Tudo certo. Contenção fechada, olheiro dobrado, os menor fora da rua. Morro tá nosso. Ele assentiu devagar. A calma dele era pior que grito. — Esse filho da p**a passou do limite — Pantera disse, a voz baixa, perigosa. — Mexer comigo é uma coisa. Agor

