O medo muda nome

1414 Words

Ayla narrando Eu nunca imaginei que podia existir um silêncio tão alto. O galpão era pequeno, abafado, cheirava a poeira velha e madeira úmida… mas cada vez que um tiro ecoava lá longe, o meu corpo inteiro reagia como se tivesse sido aqui dentro. Minhas mãos não paravam de tremer. Meu coração parecia que tava batendo no meu pescoço. Mari tava sentada ao meu lado, segurando minha mão firme, mas eu m*l conseguia sentir. Minha cabeça só conseguia repetir uma coisa: Pantera. E se ele estivesse ferido? — Não. — Mari apertou minha mão, como se tivesse adivinhado. — Não pensa merda. Eu encarei ela com os olhos ardendo. — Mari… e se ele não voltar? Ela puxou meu rosto com as duas mãos, me obrigando a olhar pra ela. — Ayla, escuta bem o que eu vou falar: aquele homem é uma praga viva. Uma

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