Pantera narrando Já tava tudo errado desde o começo do baile. Ayla negando subir comigo, minha cabeça fervendo… e eu tentando ficar na minha, quieto no camarote, só observando. Mas aí eu ouvi grito, gritaria de mulher. E, mano… grito de mulher no baile nunca é coisa pequena. Magrin deu aquela olhada pra mim, já sabendo. — Acho que é treta, irmão. Desci rápido, no impulso, abrindo caminho no meio da multidão. O pessoal abriu passagem na hora, o respeito faz isso. Som sumindo, minha visão focando só no burburinho lá na frente. E quando cheguei perto da roda aberta, senti o sangue subir instantâneo. Ayla no meio. Pálida, assustada. E a amiga dela, Mari, sendo segurada pelos vapores… Toda possessa, querendo avançar de novo. E, no chão, descabelada, chorando, com a cara vermelha… Fer

