Ayla narrando Depois de ver a Mari praticamente derreter de vergonha com o Magrin, e sinceramente, ter rido mais do que devia, eu tentei me despedir deles com alguma dignidade. Mas Pantera ficou me olhando com aquele sorrisinho de canto que dizia tudo sem dizer nada. — Vem comigo — ele murmurou, a mão grande já pegando a minha cintura como se fosse automático. E eu fui. O morro tava mais calmo depois do caos do dia, mas ainda tinha gente na rua, luz entrando pelas janelas, música distante, cheiro de churrasco de algum barraco ali perto. Pantera caminhava comigo como se eu fosse parte do território dele, protegido, marcado, pertencente. E por mais que o meu coração não admitisse em voz alta… isso me dava paz. Quando chegamos na casa dele, o clima mudou. É sempre assim. A porta fecha e o

