Quando o morro fica quieto demais

834 Words

Magrin narrando Naquela noite… o morro tava quieto demais. Quem é cria sabe: quando não tem música alta, não tem risada solta, não tem criança correndo… é porque o bagulho tá se armando em silêncio. Eu tava encostado perto da contenção, rádio chiando baixo, olho rodando pra tudo quanto é lado. Pantera tinha subido pro barraco cedo, coisa rara. Desde que a Ayla entrou na vida dele, o jeito mudou. Mas não a atenção. — Magrin — a voz dele veio seca no rádio. — Dá um confere na parte de trás. Tô sentindo coisa errada. Eu já tava sentindo também. — Tô ligado, chefe. Já tô indo. Desci a viela devagar, mão perto da cintura, faro ligado. Vi uns moleque estranho, cara que não era do morro, fingindo mexer no celular demais. Isso não engana ninguém que vive aqui. — Ô, parceiro — chamei um dele

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