Ayla narrando Acordei antes de abrir os olhos. Senti primeiro o cheiro… aquele aroma de café passado na hora misturado com pão quentinho. Depois senti o toque: algo macio esbarrando na minha perna, como se alguém estivesse me chamando devagar. Quando abri os olhos, lá estava ele. Pantera, encostado no batente da porta, sem camiseta, tatuagens espalhadas pelo peito e braços, um sorriso torto e perigoso no rosto, aquele que fazia meu coração perder o ritmo sempre que aparecia. E na mão dele, uma bandeja. — Acorda, princesa… — ele ronronou, entrando no quarto. — Fiz café. Quer dizer… tentei. Se tiver r**m, finge que gostou. Eu ri baixinho, ainda enroscada no lençol. — Você acordou cedo pra isso? — Acordei cedo porque cê tava dormindo agarrada em mim igual gatinho de rua carente. Fiqu

