Karine Minha mãe continuava parada no meio da sala completamente nervosa enquanto eu andava de um lado pro outro tentando controlar a raiva. O silêncio entre nós estava pesado demais depois da saída do China. Parecia que a casa inteira tinha ficado sufocada depois que ele passou por ali com aquele olhar desconfiado. Ela me observava como se estivesse enxergando uma desconhecida na própria frente. Então eu ri sem humor nenhum. Uma risada cansada. Porque já estava tudo saindo do controle mesmo. — Quer saber a verdade? — falei encarando ela. — Então eu vou falar. Ela ficou imóvel. — Eu achei ele mãe. Eu fui atrás do Fantasma. Foi como se o mundo tivesse parado dentro daquela sala. Minha mãe arregalou os olhos na mesma hora e antes que eu pudesse continuar senti a bofetada queimando

