China O movimento de saída foi silencioso, mas carregado de significado. Quando Karine entrou no carro batendo a porta com força, eu não precisei olhar duas vezes para saber o que se passava dentro dela. Aquilo não era apenas raiva, era orgulho ferido, e orgulho, no mundo em que vivemos, costuma ser mais perigoso do que qualquer arma. Eu entrei no carro sem pressa, como sempre faço quando a situação exige controle. A pressa denuncia descontrole, e eu nunca fui homem de demonstrar isso. Assim que a porta se fechou, fiz um gesto simples para o motorista seguir. Os carros começaram a descer o morro enquanto o som da feijoada ficava para trás, mas a cena continuava viva na minha cabeça. Prestador. Ele não hesitou. Isso eu respeito. Mas também não esqueço. A forma como ele se posicionou,

