continuação... Eleonor Entramos no carro, ele girou a chave e o motor roncou forte. O portão abriu devagar e o carro saiu. Naquele momento, só de ver a rua de novo, mesmo pela janela fechada, já me deu uma sensação estranha de liberdade, como se eu estivesse respirando direito depois de muitos dias. O carro foi descendo o morro devagar, e eu fui olhando pela janela. Mesmo com o vidro fechado, ainda dava pra ver os rastros da destruição. Algumas paredes ainda estavam marcadas de tiro, tinha gente rebocando muro, outros pintando por cima das marcas, carro queimado encostado num canto, telhado remendado com lona. Parecia que a guerra tinha passado ali e deixado a assinatura os moradores estavam tentando voltar à vida normal, mas dava pra ver no rosto de todo mundo que nada estava totalme

