Predador As horas passaram voando e eu nem fui em casa almoçar. Comi uns salgados da tia Eni ali mesmo na boca e continuei resolvendo as coisas. Tinha muita coisa pendente, droga pra redistribuir, ponto que tinha ficado sem vapor, arma pra organizar, dinheiro pra contar, gente reclamando, gente pedindo, rádio chamando toda hora… estava um caos ainda depois da operação. Quando a gente entra em guerra, depois que o tiro acaba é que começa o trabalho de verdade. Quando já estava quase tudo resolvido, o céu já estava escurecendo. — Chega por hoje — falei pro RB. — Amanhã a gente termina isso. — Já fiz a contagem dos fuzis — ele respondeu. — Cada vapor levou o seu pra casa, do jeito que tu mandou. — Certo. Qualquer movimentação estranha tu me chama na hora. — Já é. Fechei tudo, tranque

