Eleonor Eu ainda conseguia sentir o coração acelerado mesmo depois que tudo tinha ficado em silêncio como se o meu corpo não tivesse entendido que a guerra lá fora tinha acabado ou pelo menos parado por agora. Era estranho porque por fora parecia tudo calmo, mas por dentro parecia que ainda tinha tiro ecoando, ainda tinha aquele medo apertando o peito, ainda tinha aquela sensação horrível de que a qualquer momento alguém ia arrombar a porta e acabar com tudo. Eu nunca tinha vivido aquilo daquele jeito tão perto, tão dentro da minha própria pele porque antes a guerra era um barulho distante, algo que acontecia longe da parte baixa onde eu cresci, algo que eu ouvia falar, que eu via pelos outros… mas agora não. Agora eu estava no meio. Agora eu era parte daquilo. Quando ele entrou pela por

