Predador O dia foi passando leve, do jeito que eu queria que ficasse guardado na memória, sem peso, sem cobrança, só nós dois aproveitando cada segundo como se o tempo tivesse diminuído o ritmo só pra acompanhar a gente. No meio do mar, com o sol refletindo na água e o vento batendo no rosto dela, eu tive certeza de que aquele era um daqueles momentos raros que não se repetem fácil. A gente entrou na água várias vezes, rindo, brincando, se provocando como se não existisse mais nada além dali. Eu puxava ela, ela tentava fugir, mergulhava, voltava com o cabelo colado no rosto e aquele sorriso solto que parecia me desarmar mais do que qualquer coisa. Peguei o celular em vários momentos, registrando tudo, porque eu sabia que depois aquilo ia ser mais do que lembrança, ia ser prova de um dia

