— Hoje? — repeti, mais baixo. — Hoje — ele confirmou. — Eu te pego aí no morro. Eu caminhei alguns passos pela casa, passando a mão livre no braço, tentando organizar os pensamentos. — Alvarenga… — comecei, hesitando. — Você tem certeza disso? — Tenho — ele respondeu sem demora. — A gente precisa conversar… sem confusão, sem pressão. Só conversar. As palavras dele vieram simples, mas carregadas de intenção. Eu sabia que aquela conversa ia muito além de um jantar. Era sobre tudo que a gente tinha vivido, tudo que ainda estava aberto entre nós, tudo que nunca foi realmente resolvido. Fechei os olhos por um instante, respirando fundo. — Tá… — respondi por fim. — Que horas? — As oito passo aí pra te pegar. — Tá bom… Eu desliguei, fiquei olhando pro bordado. — Aí meu Deus, o que eu v

