China O caminho até o Santa Marta foi silencioso, mas minha cabeça não parava. Dirigir sempre me ajudava a pensar, a organizar as coisas, e naquele momento eu precisava disso. A noite já tinha tomado conta da cidade, as luzes espalhadas pelos morros davam aquele contraste que só quem vivia ali entendia. Cada ponto aceso carregava uma história, e a minha estava prestes a ganhar mais um capítulo. Subi o morro com calma, atento como sempre, mesmo com o pensamento dividido. Cumprimentei alguns pelo caminho, outros só fizeram sinal de respeito, e eu segui direto, sem parar muito. Meu destino era claro. Quando parei em frente à casa da Leandra, fiquei alguns segundos dentro do carro, respirando fundo antes de sair. Não era insegurança. Era consciência do peso daquele momento. Desci, ajeitei

