Ela também não desviava o olhar. Não tinha mais aquela fuga de antes, nem aquele jogo. Era direto. Era real. Eu dei mais um passo. Ela não recuou. A distância entre a gente diminuiu devagar, sem pressa, como se cada centímetro carregasse anos de história, de erro, de saudade, de coisa m*l resolvida. Eu consegui sentir a respiração dela mais próxima, mais presente, e aquilo mexeu comigo de um jeito que eu não esperava sentir de novo. Passei a mão devagar pelo rosto dela, com cuidado, como se ainda estivesse testando se aquilo era real mesmo. A pele dela quente sob meus dedos trouxe lembranças que eu não precisava nem tentar buscar, elas simplesmente vieram. — A gente mudou… — falei baixo. — Mudou… — ela respondeu, sem tirar os olhos dos meus. Mas não era só isso. Ainda tinha algo

