— Coisa que ele não fazia há tempo… — continuei, levantando do sofá. — Agora ele faz. Fica na boca, de olho em tudo. Isso ele tinha deixado pro Cobra. Ele só ficava na empresa, não se envolvia com as coisas do morro. Passei a mão no cabelo, nervosa. — Agora não… agora ele tá em cima de tudo de novo. O silêncio caiu por um segundo, pesado. — Eu vou subir pra falar com ele. Nem esperei resposta. Deixei a Karine na sala e subi as escadas rápido, já sentindo o sangue quente, a cabeça cheia. Quando entrei no quarto, ele já estava arrumado. Aquilo me travou por um segundo. Não era só o fato dele estar pronto pra sair. Era o jeito. A postura. A frieza. — Vai sair, Alvarenga? — perguntei, cruzando os braços, tentando manter o controle. — Vou resolver umas coisas — ele respondeu seco, sem

