Minha cabeça já estava cansada. Passei o dia inteiro tentando organizar coisa, observando movimentação estranha e ainda segurando tensão dentro da própria família. E sinceramente, às vezes isso cansava mais do que trocar tiro. Entrei no carro e subi pra casa do meu pai. Eu tinha minha própria casa fazia tempo, montada do jeito que eu queria, mas o velho nunca aceitou muito bem eu sair dali de vez. Sempre falava que enquanto ele estivesse vivo eu ainda tinha lugar naquela casa. E no fundo eu sabia que depois da morte do meu pai ele ficou ainda mais agarrado comigo. Quando entrei em casa, o silêncio estranho já me chamou atenção de cara. A sala estava parcialmente escura, só a luz amarelada do abajur acesa perto do sofá. E lá estava ela. Kássia. Sentada não. Andando de um lado pro o

