Kássia ainda estava parada na sala completamente tensa enquanto eu caminhava até a porta. — Alvarenga toma cuidado… — ela falou baixo. Olhei pra ela por alguns segundos. Longos. Porque naquele instante eu já não sabia mais em quem confiar completamente dentro daquela casa. Depois saí. A rua já estava tomada pelos meus homens armados enquanto o som distante dos tiros começava a ecoar mais forte pela madrugada do Alemão. E no fundo… Eu sabia. Aquela guerra não tinha voltado só pra tomar morro. Ela tinha voltado pra acertar contas antigas. E dessa vez… Ia morrer muita gente. — Esse desgraçado de novo no meu caminho… A frase saiu praticamente rosnada entre meus dentes enquanto eu terminava de colocar o colete. O ódio queimava dentro do meu peito de um jeito antigo. Cruel. Foi

