— Não. O Fantasma desapareceu depois da invasão. Sumiu igual rato. Minha mãe falou baixo tentando cortar o assunto. — Talvez alguém tenha ajudado ele agora. Na mesma hora o Cobra virou lentamente pra ela. O clima ficou pesado instantaneamente. — É exatamente isso que eu tô tentando descobrir. Ela engoliu seco. — Tá olhando pra mim por quê? — Porque naquela época você conhecia os dois. Minha mãe começou a balançar a cabeça nervosa. — Isso faz anos Cobra. — E ódio velho nunca morre. Eu observava aquela conversa quieta enquanto minha mente trabalhava rápido. Precisava tomar cuidado. Muito cuidado. O Cobra não era burro igual muitos achavam. Ele podia parecer explosivo mas sabia perceber quando tinha coisa errada no ar. Então resolvi agir. Me aproximei dele devagar tocando no bra

