Leandra Minha filha, meu Deus protege a minha menina, eu andava de um lado pro outro dentro daquele quarto sem conseguir parar quieta nem por um segundo. Minhas mãos tremiam, meu peito doía e a sensação de desespero parecia aumentar cada vez mais dentro de mim. O som dos tiros ainda ecoava pelo Alemão inteiro. Moto subindo. Homem gritando. Rádio chiando. Guerra. Mas nada daquilo me assustava mais do que imaginar a minha filha nas mãos daquele homem. Passei as mãos pelo rosto tentando controlar o choro mas era impossível. Cada vez que eu fechava os olhos vinha a imagem dela amarrada naquela cadeira. Assustada. Chorando. Me chamando com o olhar. Aquilo destruía qualquer resto de força que ainda existia dentro de mim. Sentei na beira da cama sentindo o corpo inteiro mole enquanto

