Mas no fundo eu sabia que o problema já tinha começado no dia que eu trouxe ela pra dentro da minha casa. Peguei o meu celular reserva e liguei pra aquele cu azul do sargento Braga Neto. Safado. Ele ia me explicar aquela operação sem avisar direto. Eu já tava com o celular no ouvido quando o F2 entrou no escritório. — Tô ligando pro Braga. Ele só balançou a cabeça, pegou um fino, acendeu e ficou encostado na parede, em silêncio. O som da ligação chamando cortava o silêncio do escritório como uma lâmina. Eu estava encostado na cadeira, o olhar frio, imóvel… mas por dentro, já era guerra. Até que a ligação atendeu. — Fala. Eu nem respirei direito. — Falei e o c*****o. Que operação do c*****o foi aquela sem me avisar? Do outro lado ficou silêncio por uns segundos. — Calma, Renan…

