DG soltou uma risada. — Hoje ele não trabalha mais não. Fernando só balançou a cabeça, com aquele meio sorriso de quem já esperava. — Eu avisei. Eu nem respondi. Só peguei a pinça e virei a carne com mais força do que precisava, tentando focar, mas era inútil.Porque meu olhar sempre voltava. Pra ela na água rindo com as meninas. Se soltando aos poucos. E cada vez mais se encaixando naquele mundo, passei a mão na nuca, respirando fundo. Porque uma coisa era certa, ela não tinha noção do efeito que causava mas eu tinha. E muito. As horas foram passando sem eu nem perceber, o sol já tinha descido um pouco, o calor continuava forte, mas agora misturado com aquele clima de festa que já tinha tomado conta da casa inteira. O pagode já tinha dado espaço pro funk, o som mais alto, batida

