Eu dei um passo na direção dela, depois outro até parar bem na frente. — Olha pra mim. Ela demorou um pouco mas olhou e o que eu vi ali… não era só medo era abandono era tudo que ela carregava. Minha mão subiu até o rosto dela, segurando com firmeza, mas com cuidado. — Escuta bem o que eu vou te falar agora… Minha voz saiu baixa, mas pesada. — Eu não tô nem aí pra padrão. Ela abriu a boca pra falar alguma coisa, mas eu não deixei. — Não tô. Firme. — Eu cresci no meio disso tudo… de nome, de poder, de quem é filho de quem… e sabe o que isso muda? Pausa curta. — Nada. O olhar dela vacilou. — Nada do que você viveu te faz menor que ninguém. Falei devagar, fazendo questão que cada palavra entrasse. — E muito menos menor que ela. Ela engoliu seco, mas não desviou. — Você não t

