— Amanhã a gente resolve isso. Karine, que já estava na porta, ouviu e parou. Virou o rosto de leve, esperando. — Amanhã a gente vai lá no morro dele — continuou — todo domingo tem feijoada… movimentação, gente de confiança, todo mundo relaxado. Ele fez uma pausa curta. — Ele sempre tá com os dele… VK, F2, DG… e as mulheres. Karine cruzou os braços, já entendendo onde aquilo ia dar. — Então ele vai levar ela também — completou China. O olhar dela mudou na hora. Mais focado. Mais interessado. — Aí vai ser a hora perfeita… minha filha. O silêncio veio carregado de intenção. Karine voltou a caminhar devagar até o meio da sala, absorvendo cada detalhe, cada informação. A mente dela já estava trabalhando rápido, montando cenário, prevendo reação, analisando cada possível movimento.

