A noite caiu pesada e silenciosa, daquele jeito que parece anunciar que alguma coisa grande está prestes a acontecer, e eu já não tinha mais espaço pra dúvida dentro de mim, só precisava da confirmação final para colocar tudo em cima da mesa de uma vez. Eu estava no escritório, sozinho, com a mente trabalhando sem parar, quando a batida firme na porta veio na medida exata do que eu esperava. — Entra. Falei sem desviar o olhar da mesa. A porta abriu e o Nogueira entrou, sério, direto, com uma pasta preta nas mãos, e só pela forma como ele segurava aquilo eu já entendi que ali dentro estava o que eu precisava, ou o que eu temia. Ele fechou a porta atrás de si e caminhou até a mesa. — Tá aqui, chefe. Colocou a pasta na minha frente. — Tudo que o senhor pediu. O silêncio pesou no ambie

