continua...
Eleonor
Quando ele falou isso eu senti como se alguém tivesse me dado um tapa na cara, porque ouvir aquilo em voz alta doía mais do que só pensar. Eu não falei nada, mas por dentro parecia que alguma coisa estava quebrando devagar.
Ele continuou falando, andando devagar pela sala enquanto explicava.
— Você agora vai cuidar da casa. Tem uma pessoa que vem três vezes na semana, mas eu vou dispensar ela e você cuida disso tudo. Limpeza, roupa, comida, organização, tudo.
Eu apenas balancei a cabeça bem de leve, mostrando que tinha entendido.
— Você não vai sair de casa. Não te quero de papo com ninguém, não te quero na rua, não te quero na janela chamando atenção. Você vai ficar aqui dentro e vai fazer tudo que eu mandar.
Meu coração apertou quando ele falou que eu não podia sair, porque aquilo parecia uma prisão, uma casa bonita, grande, mas ainda assim uma prisão.
Ele continuou falando, como se estivesse listando regras de um contrato.
— E mais uma coisa, faz almoço. Eu venho almoçar em casa e gosto de comida simples, comida caseira, nada de frescura. Arroz, feijão, carne, salada, comida normal.
Eu balancei a cabeça de novo.
— Eu vou pra boca agora. Tem dois vapores lá fora. Se você pensar em fugir, o seu fim vai ser outro, então nem tenta fazer besteira e nem uma gracinha.Naquela hora eu senti medo de verdade, porque o jeito que ele falou não parecia ameaça vazia, parecia aviso de quem não repete duas vezes.
Ele parou na minha frente e falou a última coisa, olhando direto nos meus olhos.
— E outra coisa, não entra no meu quarto e nem no escritório. Você pode andar pela casa toda, menos nesses dois lugares.
Eu respirei fundo e respondi baixo:
— Tá bom.
Ele ficou me olhando mais alguns segundos, como se estivesse tentando ver se eu ia obedecer mesmo ou se eu ia dar problema. Depois virou as costas, pegou a chave do carro que estava em cima da mesa e começou a andar em direção à porta. Antes de sair, ele ainda parou e falou sem se virar.
— Na geladeira tem comida, tem tudo aí. Se vira.
Depois disso ele saiu e a porta fechou, e o barulho da porta ecoou pela casa enorme. Eu fiquei parada no meio da sala sem saber o que fazer, olhando em volta, tentando entender que aquela casa agora era onde eu ia viver, que aquela rotina agora era a minha vida, e que eu ia ter que aprender a ser forte de um jeito que eu nunca precisei ser antes.
Eu caminhei devagar pela sala, passei a mão pelo sofá, pela mesa, olhei a cozinha grande, toda arrumada, cheia de armário, cheia de coisas que eu nunca tive. Abri a geladeira e tinha muita comida, carne, verdura, fruta, coisa que lá em casa quase nunca tinha. Naquele momento me deu uma vontade de chorar de novo, mas eu segurei, porque eu já tinha chorado demais e aquilo não ia mudar nada.
Então eu respirei fundo e falei baixinho comigo mesma:
— Agora você tem que ser forte, Eleonor. Chorar não vai te tirar daqui.
E foi naquele momento, parada no meio daquela cozinha enorme que não tinha o que fazer a não ser aceita a minha mãe tinha traçado meu caminha pra este novo mundo que eu não tinha nada haver.
Sentir a minha barriga dando sinal que estava com fome não tinha comido nada desde ontem, peguei as coisas pra fazer café tinha achado dentro do armário coloquei água na cafeteira depois o filtro duas colheres de café e três de açúcar,em quanto isso abrir a geladeira novamente e peguei uma pessoa, de carne pra fazer deparei os temperos deixei tudo em cima da pia, achei feijão coloquei de molho em uma vasilha pra facilita na hora do cozimento. O café tinha ficado pronto, peguei uma xícara, coloquei um pouco de café quando alguém chamou na porta.
— Ai garota, o patrão, mandou pra tu é pra tu tomar café. – me entregou a sacola da padaria, o pão estava quente.
— Obrigado – eu respondi pra ele só deu as costas novamente respirei fundo – pelo visto as regras já começaram a valer.
Peguei umas coisas que tinha na geladeira fiz dois pão com presunto queijo, isso era raro comer porque nunca sobrava pra compra sempre tinha alguma coisa faltando ou tinha que pagar as dividas da minha mãe, mãe não porque aquela mulher deixou de ser mainha mãe quando ela me vendeu entroca da dividadela, terminei o meu café limpei a mesa lavei xícara e a jara da cafeira.
— Agora vamos ver,o que esta casa me espera porque aqui eu vou ter muita coisa pra fazer.
Fui olhando canto por canto, a casa era imensa, tinha quatro quartos todos com suites, o único local que eu não entrei,foi quarto dele e no escritório como ele tinha sitadovoltei pra cozinha pra começa fazer o almoço porque não quero dar motivos pro predador não querer fazer alguma coisa comigo eu vou fazer o meu trabalho, e me manter o mais longe o possivel dele.
Fui olhar onde tinha a coisa panelas até que achei peguei a do feijão , uma pro arroz e outra panela de pressão pra fazer a carne e depois vou colocar ela no forno como batatas. Pro feijão , cortei bacon, calabresa ,piquei alho miudinho , cebola , tomate, pimentão coloquei os temperos na panela junto com bacon e a calabresa pra dourar , depois joguei o feijão e a água fechei a panela e fui fazer o tempero da carne , coloquei na panela com um fio de azeite e deixei ela passar até fica douradinha pra colocar a água e deixar ficar no ponto até colocar no forno com as batatas.
Pensei em fazer um musse de limão de sobremesa mais ele já é azedo então não iria combina entaou vou fazer um musse de chocolate.