— Mãe… A voz dela saiu fraca mas cheia de sentimento. — O que você tá fazendo, minha filha… — eu me aproximei devagar como se tivesse medo de quebrar aquele momento. — Eu tô ajudando ele — respondeu com uma calma que me desarmou — ele precisa. Fiquei em silêncio por alguns segundos olhando pra ela, tentando entender como ela conseguia estar tão firme enquanto eu estava despedaçada por dentro. Aquilo doeu. — E mesmo assim… — Mesmo assim — ela interrompeu — ele ia morrer, mãe. Engoli seco porque não era simples discutir com aquilo, não era simples negar vida pra alguém, mesmo sendo quem era. — Você me chamou — falei mais baixo ainda. — Eu chamei podia— ela respondeu — não tinha tempo. Passei a mão pelo rosto tentando controlar as emoções que insistiam em transbordar. — Você tá b

