Minha voz saiu carregada de desespero enquanto eu encarava ela. — ME DIZ! Ela chorava, parada, olhando a destruição ao redor e talvez percebendo finalmente o tamanho da bomba que tinha jogado no meu colo. — Eu tentei te proteger… — ela falou chorando. — PROTEGER? — ri sem humor nenhum — VOCÊ DESTRUIU MINHA VIDA! Meu peito subia e descia rápido e minhas mãos tremiam. — Tudo que eu era… tudo que eu acreditava… era mentira. Ela deu um passo na minha direção. — Você continua sendo minha filha. — NÃO! Recuei na mesma hora. — Não fala isso agora porque eu nem sei quem eu sou. Aquilo era verdade e era o que mais doía a sensação de perder a identidade inteira em minutos. Meu nome parecia estranho. Minha história parecia falsa. Minha vida parecia não me pertencer. — Então era por is

