— Eu imaginei. — Eu preciso — completei — não dá pra ficar aqui esperando. Ela me encarou de novo, avaliando, como mãe, como mulher que sabia o que estava em jogo. — Você ainda tá fraca — disse — mas eu sei que não adianta te impedir. Balancei a cabeça de leve. — Não adianta. Ela soltou um suspiro pequeno. — Então você vai — falou — mas não vai sozinha. — Eu sei. O Sombra se aproximou encostando em mim de novo, como se sentisse o clima, e eu passei a mão na cabeça dele distraída. — Vamos comer primeiro — minha mãe disse — você precisa se alimentar antes de sair. Assenti. — Tá. Sentei na mesa enquanto ela terminava de servir, o café quente, o pão ainda fresco, coisas simples, mas que naquele momento significavam mais do que qualquer outra coisa. Peguei a xícara e dei um gole d

