As horas passaram. E passaram de verdade. Até que finalmente a porta abriu. Eu parei na hora. As duas saíram. E o impacto foi imediato. Minha prima estava com os olhos vermelhos, inchados, o rosto marcado de choro, a expressão carregada de emoção, mas diferente, mais leve apesar de tudo, e Leandra… nem se fala, parecia que tinha tirado um peso antigo das costas, mas ainda carregava outro que não ia embora tão fácil. As duas chorando. Sem esconder. Sem segurar. Eu me aproximei devagar, respeitando o momento, mas precisando saber. — E aí… — falei — como foi? Minha prima tentou responder, mas a voz falhou no começo, o choro ainda preso na garganta, e ela respirou fundo algumas vezes antes de conseguir falar. — Tá… tá tudo bem agora… — disse soluçando — ele… ele me aceitou… Aquil

