— Ali naquela gaveta — ele apontou com o queixo — tem dinheiro. Eu segui o olhar. — Quando quiser, você pode pegar. Voltei a olhar pra ele. — Não precisa me pedir nada. O jeito que ele falou não foi grosso, mas foi direto, como quem está deixando algo claro de uma vez só. — E outra — ele continuou — você pode pegar o que quiser lá com a Samira. Franzi a testa de leve. — Eu pago depois. Ele deu um leve sorriso de canto. — Não tem essa não. Aquilo me pegou um pouco desprevenida, não pelo dinheiro em si, mas pelo significado daquilo tudo, pela forma como ele estava me incluindo na vida dele, no espaço dele, sem fazer disso um peso. — Já que você vai — ele completou — compra umas coisas pra mim também. Eu ri na hora. — Pra você? — Uhum — respondeu tranquilo — faz um combo comple

