Predador A estrada seguiu longa, mas leve, daquele jeito que faz o tempo passar sem pesar, e quanto mais a gente avançava mais o cenário mudava, o cinza ficando pra trás, o verde tomando conta e depois o azul surgindo no horizonte como um aviso claro de que a gente estava chegando perto. Ela continuava atenta a tudo, o olhar curioso, vivo, como se estivesse descobrindo um mundo novo ali na frente dela, e aquilo me fazia observar mais do que dirigir, porque ver ela assim era algo que me prendia de um jeito diferente. Paramos no meio do caminho pra abastecer, coisa rápida, só o necessário, mas mesmo ali dava pra sentir a mudança no ar, mais leve, mais limpo, longe do peso que a gente carrega no dia a dia, e quando voltamos pro carro ela já parecia ainda mais solta, mais confortável. — Tá

