Caminhei até ela devagar, sem pressa, e parei logo atrás, deixando o corpo próximo, mas sem encostar de imediato, só sentindo a presença dela ali, naquele cenário que parecia feito pra gente. — Gostando? — perguntei baixo. Ela nem tirou os olhos do mar. — Muito… — respondeu, com a voz leve — eu nunca imaginei viver algo assim. Aquilo bateu em mim de um jeito diferente. Passei a mão pela cintura dela, firme, trazendo ela um pouco mais pra perto, e dessa vez ela não só aceitou, como se encaixou naturalmente, como se aquele lugar fosse dela. — Se acostuma — falei no ouvido dela — porque isso agora faz parte da tua vida. Ela virou o rosto um pouco, me olhando de lado, aquele sorriso pequeno surgindo, misturado com um brilho no olhar que eu já estava começando a conhecer bem. — Ainda pa

