— Vincenzo!
— Quando você vai arrumar um apelido para mim em? — Falo com manha, fazendo ela virar pra mim sorrindo já vestida.
— Já que você faz tanta questão, eu vou te dar um apelido.
— E qual seria? — digo lhe abraçando
— Testa de aeroporto.
— Você está de brincadeira, né?
— Não! - Ela fala gargalhando
— Desse jeito é melhor deixar o meu nome mesmo.
— Ok, eu estava brincando. Você é o meu Sunshine.
— E você é minha Moonlight.— Falo e nos beijamos mais uma vez, acho até que viciei em seus lábios.
— Tá bom. Chega. —Ela diz se afastando de mim.
— O que você ia me dizer quando me chamou?
— Ah é, já estava esquecendo. O que você acha de levarmos sua irmã para tomar sorvete? Estou devendo isso a ela.
— É uma excelente ideia! Deixa só eu terminar de me arrumar, é rapidinho e a gente vai buscar ela
— Tá bom, estarei te esperando na sala.
— Beleza. — Ela sai do quarto e eu entro no closet.
Depois de pronto, pego minha carteira e a chave do carro e vejo Ayla sentada no sofá mexendo no celular.
— Vamos?
— Sim.
Ela se levanta e saímos de casa juntos, entramos no carro e dou partida para a casa dos meus pais. O caminho até lá fomos conversando e ouvindo músicas.
— Será que a sua família vai gostar de mim como sua namorada, Sunshine?
— Com certeza minha mãe vai amar, agora o meu pai eu não sei e nem faço questão nenhuma de saber.
— Ansiosa para ver a reação dela. — Ela fala sorrindo
— Vamos aproveitar que já estamos aqui e vamos entrar para eu te apresentar eles. – Digo estacionando o carro e Ayla olha para mim com o olhar indignado.
— Não! Deus me livre! Eu não estou pronta, começamos a namorar ontem, homem
— E tem o que?
— Nada. Eu só não me sinto confortável sabe?! Deixa eu me preparar primeiro.
— Tudo bem, eu vou buscar a Penélope e já volto. — Ela assente com a cabeça e eu desço do carro, passo pelo portão e sigo para casa, bati na porta e a empregada abriu.
— Bom dia, Abgail. Meus pais estão em casa?
— Bom dia, Sr. Smith! Sim, o patrão está em seu escritório e a patroa está com a Penélope no jardim.
— Obrigado. — Ando para o jardim chegando lá vejo mamãe e minha irmãzinha sentadas em um banco no meio de várias rosas debaixo de uma árvore, com um livro na mão e uma mesinha com algumas frutas do lado e assim que a Penélope me vê, vem correndo em minha direção.
— Vincenzo!
— Oi princesa, como você está? — Digo depois de pegar ela no braço e girar no ar.
— Eu estou bem. — Responde ela
— Que bom. Porque eu vim te fazer um convite especial.
— Qual? Qual irmão? — minha irmãzinha perguntou empolgada
— Lembra daquela moça que foi te visitar no hospital? — pergunto pra ela que abre um lindo sorriso e mamãe também sorri de lado.
— Sim, eu lembro da Ayla.
— Então ela está te esperando no carro para irmos tomar sorvete. O que acha? Topa?
— Sim. Posso ir mamãe? Por favor, por favor!
— Sim, Penélope, você pode ir. Vá se trocar e venha.
— Oba. — Ela corre para dentro de casa e eu e mamãe também entramos e ficamos esperando-a descer na sala.
— Então, você não tem nada para conversar comigo não? — Dona Lorena fala com um olhar malicioso
— Não mamãe, não tenho nada para conversar. — Falo sorrindo
— Tem certeza? Será que vou ter que perguntar para a Penélope quem é Ayla? E por que ela foi visitar minha filha no hospital sendo que eu nem a conheço?
— Tudo bem mãe. Ayla é minha namorada, oficializamos isso ontem, depois apresento ela para vocês.
— Que bom meu filho. Fico muito feliz por você ter encontrado alguém, e pelo seu sorriso, você gosta mesmo dessa moça, não é?
— Sim, ela mexeu demais comigo. Depois que a encontrei, não sinto mais vontade de sair com outras pessoas, o meu único desejo é ficar pertinho da Ayla para sempre.
— Ela sente o mesmo por você, meu filho? Ela não é nenhuma golpista ou mesquinha não, né?
— Não, mãe. Relaxa, ela é muito especial e bem diferente desse tipo de pessoa.
— Como estou? — Penélope chega na sala vestida em um vestido rodado lilás e o cabelo preso um pouco em cima com um laço, e dá uma risadinha, fazendo eu parar minha conversa com mamãe e focar minha atenção toda pra ela.
— Está magnífica, uma verdadeira princesa.
— Obrigada!
— Tchau mamãe, depois eu trago a Penélope, fica despreocupada tá.
— Tudo bem, pode ir meu filho, eu confio em você. — Deixo um beijo na testa da minha mãe e Penélope faz o mesmo, e saímos de casa. Chegamos no carro, abro a porta para Penélope que entra no banco de trás e Ayla ajuda a colocar o cinto de segurança nela e eu dou partida para o parque. Ayla colocou uma playlist no carro e as duas foram o caminho cantando e fazendo palhaçadas me fazendo rir
Eu nunca imaginei estar vivendo um momento assim. Achei que nunca mais ia encontrar alguém depois do que aconteceu com a minha ex mulher. A única coisa que me prejudica nesse momento é saber qual será a reação de Ayla quando descobrir da aposta. Será que ela vai entender que foi uma brincadeira de m*l gosto? Será se ela vai entender que tudo que estou falando e fazendo eu estou sentindo de verdade? Será que ela vai me amar ainda? Será que ela vai me deixar? Será que ela vai me perdoar?
— Chegamos. — Estava tão concentrado em meus pensamentos que nem percebi quando estacionei o carro e Penélope gritou alegre, ainda bem que o carro tem piloto automático, senão, eu tinha causado um acidente. Desço do carro e abro a porta para minha irmã sair depois que abri para Ayla.
— Tia Ayla, aonde vamos primeiro?
— Que tal tomar um sorvete antes de andarmos nos brinquedos? — ela fala para minha irmã que aceita e as duas andam na minha frente de mãos dadas, e eu sorrio por aAyla não se importar de ser chamada de tia por minha irmã, isso só me confirma que ela é a mulher certa para mim.