Capítulo 12

1264 Words

E se eu realmente fosse parar para pensar no que Silveira havia dito, ele estava totalmente certo. Quando nos conhecemos não nos preocupamos em trocar os números dos nossos celulares ou redes sociais — muito pelo contrário —, resolvemos “desabafar” aqueles poucos minutos que nos restavam. Ele me levou em casa como um belo cavalheiro e assim seguimos as nossas vidas. É quando percebemos o quão estranhos somos. É mais fácil lembrar-se de alguém que nos machucou de alguma maneira e saber exatamente como entrar em contato com aquela pessoa — já que o nosso cérebro cria em nossa mente uma maneira de defesa —, do que procurarmos por alguém que nos fez bem, mesmo que por algumas horas ou minutos. — Dessa vez, serei obrigado a pedir o seu número. — Silveira avisou, entregando-me seu celular,

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