Paty Narrando O médico veio me examinar e disse que estava tudo bem, que eu já podia voltar para casa. Respirei aliviada. Ainda bem que a enfermeira que acompanhava ele era conhecida, pedi o telefone dela para poder ligar para minha irmã ou para a minha mãe. Eu precisava pedir uma muda de roupa. Não dava para sair com essa camisola do hospital mostrando o bumbum. Ela me emprestou o celular, agradeci e disquei para Paloma. — Alô? Mana, sou eu. Vê se consegue trazer uma roupa pra mim, por favor. — Claro que levo, tô indo agora. E o Fabiano? — ela perguntou. — Não sei dele — respondi. — A gente foi no hospital, mas o capanga dele não deixou nem eu nem a mamãe entrar — ela contou. — Ele não tá comigo, Paloma — falei, respirando fundo. Desliguei e fiquei esperando. Uns minutos depois,

