Paty Narrando Estacionei o carro na garagem, tentando manter o controle da minha respiração. Assim que desliguei o motor, soltei o cinto devagar, tentando não fazer nenhum movimento brusco. O silêncio dentro do carro era sufocante. Até que ouvi o clique da trava sendo destravada por ele. — Fabiano... — falei com a voz baixa, tentando acalmar a tensão no ar. — Não faz nenhuma loucura, por favor. Ele riu. Aquela risada seca e cínica que me dava calafrios. — Relaxa, Paty. Não vou fazer nada, ainda. Antes que eu pudesse reagir, ele me puxou bruscamente pelo braço, me fazendo virar de frente pra ele. Seu rosto estava perto demais, seus olhos estreitos, famintos, cheios de uma fúria contida. — Você vai me ajudar — disse, como se tivesse certeza da minha obediência. — Vai atrair a Duda até

