Duda Narrando O coração parecia que ia saltar pela boca. Quando eu e a dona Fran entramos pela porta da igreja. Fazia tanto tempo, desde a última vez que estive aqui dentro, que até o cheiro do lugar mexeu comigo. Era como se o tempo tivesse parado só pra me esperar. Dona Fran caminhava devagar ao meu lado, com aquele jeitinho doce e cansado. Ela apertou meu braço, e eu logo percebi que algo não estava bem. — Tá tudo bem, Dona Fran? — perguntei, parando com ela bem perto do primeiro banco. — Ah, minha filha — ela murmurou, tentando se abaixar. — Não tô conseguindo dobrar os joelhos pra orar, essas dores nas juntas não me dão trégua. — Quer sentar? Eu oro por nós duas. — ofereci, apertando a mão dela. — Eu fico aqui, mas você ora. Vai. Fala com Deus. Senti meu coração apertar por e

