Duque Narrando Eu já tava de boa em casa, deitado, a Duda do meu lado. A madrinha já tinha ido se deitar, hoje não teve culto. Duda tava assistindo alguma coisa no celular, rindo baixo de um vídeo qualquer, enquanto eu encarava o teto, tentando esvaziar a mente. Só um segundo de paz, era o que eu queria. Mas, como sempre, isso nunca dura muito. A batida no portão foi seca. Três toques firmes. Sentei na cama no mesmo instante. Duda pausou o vídeo e me olhou. — Quem será essa hora? — ela murmurou, já calçando o chinelo. Me levantei devagar e fui até a janela. Espiei pelo canto da cortina. E lá estava ela. — É a Paty — falei. Duda nem hesitou. Saiu do quarto e foi direto abrir o portão. Fiquei parado, ouvindo tudo. Paty perguntou por mim. Não fui até ela. Queria ver o que ela ia dizer

