Capítulo 6

1553 Words
5 meses depois —Primeiro vamos comprar peixe com batatas fritas, depois vamos ver o sexo dos bebês.— Expliquei a Amber enquanto caminhávamos pela movimentada rua de Londres. Anita tinha ido trabalhar e normalmente Amber iria para casa sozinha, mas agora que eu estava aqui, levei-a para a escola e voltei. A companhia extra foi ótima, ela era uma criança de cinco anos muito inteligente. —Quero que o bebê seja uma menina para que eu possa vesti-la.— Amber me contou enquanto segurava minha mão e atravessamos a rua juntos. —Espero que seja uma menina também—, sorri, esfregando minha barriga. —Então ela pode usar vestidos muito fofos e nós podemos arrumar seu cabelo. Mas na verdade qualquer gênero está bem, desde que seja saudável.— Ainda não contei a Dennis sobre o bebê, mas estou planejando enviar a ele fotos do meu último exame, espero que ele descubra. O bebê não estava dando seus chutes normais e se movendo na minha barriga hoje. Mas eu não estava preocupado. Bem, pelo menos eu não pensei que estivesse. —Que tal lá?— — sugeri, apontando para uma pequena loja de peixe e batatas fritas. —Sim!— Amber exclamou ansiosamente, praticamente me arrastando para dentro. —Calma, estou grávida, lembre-se.— Eu ri permitindo que ela continuasse liderando o caminho. Essa agora era minha desculpa para sair de tudo. —Desculpe, Lee, mas eu adoro peixe com batatas fritas.— Ela se desculpou lambendo os lábios. Entramos na loja e Amber sentou-se enquanto eu pedia a comida dela, decidi não comprar nada já que minha barriga estava doendo, e não tenho certeza se o peixe iria melhorar. A música parou repentinamente e vozes foram ouvidas. —Sra. Olive Reynolds, acabou de morrer durante o parto, Deus abençoe sua alma. Ambulâncias foram vistas saindo correndo da casa dos Reynolds, levando Olive, m*l grávida, para o hospital, onde ela deu à luz o bebê, natural e inesperadamente.— —Fontes próximas ao estado de Reynolds, ela faleceu pouco depois de segurar seu filho pela primeira vez. Supostamente ela morreu de sangramento pós-parto, mas foi capaz de produzir um bebê prematuro de três semanas, ainda não temos certeza do sexo. —Aqui você vai.— O homem sorriu para nós nos entregando duas caixas de peixe com batatas fritas. —Obrigado!— Respondemos em uníssono enquanto eu entregava a Amber sua caixa de batatas fritas. —Por que eles colocam jornais nisso?— Ela ponderou, pegando uma batata frita e enfiando-a na boca. —Não tenho muita certeza.— Eu respondi, esfregando minha barriga. —Você quer um pouco?— Amber ofereceu, segurando uma ficha. —Não, obrigado, estou muito nervoso para comer.— Respondi apressadamente, enquanto colocava a outra caixa de peixe com batatas fritas na minha bolsa. O cheiro de batatas fritas estava me deixando enjoado, tive que parar de andar por um momento para respirar fundo e me lembrar que estava tudo bem. —Por que?— Amber questionou, pressionando o botão parar. —Algo não parece certo.— Eu respondi, sem entrar em detalhes para não assustar Amber. * Amber e eu caminhamos pela rua movimentada, procurando a clínica enquanto passávamos pelas centenas de pessoas que enchiam o pequeno caminho. Minhas cólicas estomacais estavam piorando 100 vezes e agora era difícil andar em linha reta, ou mesmo andar em geral. —Ai.— Eu gemi, gritando de agonia, a dor se tornando insuportável. Minha querida, o que havia de errado com ela? —Você está bem?— Amber parou repentinamente e olhou ao redor. Então sua boca se abriu enquanto ele olhava para o chão abaixo de mim. —Lee-Lee, você está sangrando sangue!— ela gritou, apontando para a enorme mancha de sangue abaixo de mim e para o rastro de sangue que eu havia deixado no caminho. Outra cãibra me atingiu como um raio e caí no chão, apertando meu estômago. —Você está bem?— uma mulher perguntou correndo até mim e se agachando. —Ela está sangrando!— Amber gritou, apontando para o sangue. Uma multidão de pessoas estava se reunindo ao redor. Alguns estavam filmando e outros pegando seus telefones e tirando fotos. Apenas alguns estavam chamando a ambulância. Lembro-me de Amber chorando e foi isso antes de eu desmaiar. * * Acordei em um quarto todo branco, as paredes eram brancas, a cama era branca e até as mesinhas de cabeceira eram de um branco enjoativo. —Anitta!— Amber engasgou, pairando sobre mim. —Lee-Lee está acordada. Ela está olhando para mim!— Ela gritou animadamente. —O bebê está bem?— Perguntei, minha visão estava um pouco embaçada, enquanto tentava me sentar. Onde está meu bebê? Ele já nasceu? Pude ver aquela expressão no rosto de Anita, enquanto ela olhava para o chão evitando contato visual. Sentei-me e olhei para minha barriga. Era plano, como se nunca tivesse havido um bebê. —Não.— Murmurei, balançando a cabeça: —Não, você está mentindo, não está?— —Era um menino.— Anita sussurrou, levantando-se enquanto eu ainda balançava a cabeça. —Não.— Eu gritei, lágrimas um pouco mais altas escorrendo pelo meu rosto. Meu bebê não estava morto. Ele não poderia estar. Ela estava brincando comigo! Os médicos devem ter ouvido a comoção, então começaram a correr para a sala. Gritei mais uma vez, antes que a escuridão me consumisse. —Não!!!!!— * * * É possível realmente superar a perda do próprio filho? Não, estou começando a duvidar. Eu iria chamá-lo de David, em homenagem ao jovem personagem bíblico que lutou contra um gigante e depois se tornou rei. Embora tivesse cometido erros, ele ainda era um grande e talentoso rei. Mas meu David, ele nem teve uma chance na vida. Foi tudo culpa minha. Apenas mais algumas semanas, eu estava tentando descobrir o sexo dele há semanas, apenas para descobrir quando ele morreu. —Rylee?— Anita chamou, abrindo a porta, peguei o cobertor e tentei cobrir meu rosto com ele. —Rylee, levante-se! Sua entrevista de emprego é hoje e você está indo bem.— Eu a senti pairar sobre minha cama e prendi a respiração, abrindo-a para que ela não percebesse que eu estava bem acordado. —Se você não acordar agora, usarei água para te acordar.— Ela ameaçou, agarrando o edredom e puxando-o do meu corpo. —Ha! Boa tentativa. Você vai, agora se vista.— Revirei os olhos e sentei-me grogue, enterrando os pés nos chinelos felpudos. —Você me deve muito.— Resmunguei, levantando-me e espreguiçando-me, ela me implorou para conseguir um emprego e não pararia até que eu concordasse. * * Fiquei do lado de fora do infame Reynolds, com as mãos juntas. Eu estava nervoso. Muito nervoso. Este prédio valia 6,5 ​​milhões de libras e eu estava do lado de fora dele, planejando meu discurso. Devo flertar? Seja direto? Havia pessoas entrando com rostos animados. Outros saindo com lágrimas escorrendo pelo rosto. Eu esperava sair com um sorriso no rosto, mas neste momento duvidei. Escovei a saia lápis que Anita me obrigou a usar e entrei no prédio. —Nunca mais vou trabalhar para aquele i****a sem coração! Eu contei a ele que minha mãe morreu e ele começou a rir!— Uma voz estridente gritou, então um rosto apareceu, uma mulher pequena com longos cabelos escuros saiu de uma pequena sala com um homem grande e musculoso atrás dela. —Por favor, Verônica, pense no pobre bebê, ela estará morrendo de fome. Ela precisa do seu leite.— O homem implorou, agarrando seu pulso: —Eu sei que Sebastian é um i****a, mas ele tem boas intenções.— —De jeito nenhum, eu nunca poderei perdoá-lo. Boa sorte em encontrar uma ama de leite que lide com sua besteira.— A voz estridente gritou, saindo do prédio, deixando todos olhando para o homem que apenas revirou os olhos. Rapidamente me virei, fingindo que não estava escutando e comecei a procurar a recepcionista. Uma mesa grande e comprida ocupava metade da sala, e naquela mesa estava cheia de mulheres e homens trabalhadores. Verifiquei meu peito e me certifiquei de que não estava vazando. Não sei por que isso ainda aconteceu, mas acho que só se passaram algumas semanas desde que meu David faleceu. Entrei e fui até a recepção. —Ei, sou Rylee Jordan e tenho uma entrevista para um novo designer.— Expliquei, mostrando-lhe minha carta. Ela sorriu calorosamente para mim e ligou a telinha naquele dia bem abaixo de mim: —Diga Queijo!— Ela sorriu e antes que eu pudesse compreender o que estava acontecendo, uma foto minha estava sendo tirada. —Obrigado!— Chamei a recepcionista, tirando a foto da impressora atrás dela e colocando-a em um bolso de plástico para cartão de identificação que eu poderia usar no pescoço. —Bem-vinda a Reynolds, senhorita Rylee Jordan.— No cartão estava escrito —Senhorita Rylee Jordan—. Convidado.' —Obrigado.— Sorri girando nos calcanhares e me afastando para o elevador. Foi quando percebi que não tinha ideia de para onde estava indo. —Com licença?— Chamei uma mulher alta e magra que segurava nervosamente uma xícara de café: —Você sabe onde fica o departamento de arte?—
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD