AURORA: Escuto barulho da porta, fecho os olhos, Vicenzo entra, e tranca o quarto, vem até mim, e sinto que me olha, solta os meus pés, e acaricia os meus tornozelos, que ficam marcados, até feridos, da forca que Axel amarou, e as minhas mãos, também doem. Ele sobe e alivia as mãos, deixando só o nó que o homem dele fez, que esta mais fraco, e agora, tira a fita da minha boca, retira o pano, começo a tossir, e puxar o ar, finjo estar acordando, ele me ajuda a sentar. Faço uma cena, que estou assustada e choro, estou, sim, assustada e com medo, mas hoje não admito mais, passar certas situações chorando, e sem me defender, mesmo sabendo, que as coisas que passo, não são nada normal. Ele olha-me diferente, de quando me viu no ringue, arruma o meu cabelo, que está solto, para trás, deixand

