Era uma coisa absurda e louca, mas talvez um gesto de coragem, uma coisa justa, enfim. E de repente ele sentiu-se ferozmente feliz e até alegre. Mas era uma felicidade clandestina e uma alegria selvagem, porque mesmo sendo na verdade um infeliz, a luta no cotidiano insípido o tornara loucamente feliz na guerra das horas, na arena da vida... Agora ele partiria para a revolução. Uma revolução sem ideais, mas com ânsias de destruição, de mudança, de caos. Agora ele partiria para a revolução. Uma revolução sem ideais, mas com ânsias de destruição, de mudança, de caos. Deixaria sua mulher, seu único filho ainda pequeno e inocente, um garoto que sonhava ser jogador de futebol num futuro que não mais existiria. Partiria, partiria sim para a rua onde os revoltosos rugiam no seu clam

