MARCIELY NARRANDO Eu nunca achei que ter uma conversa com Keila fosse ser tão difícil. Desde que eu a conheci, sempre a vi como uma fortaleza, alguém que nunca vacilava diante de qualquer adversidade. Eu já sabia o que ela estava tentando me dizer, Keila estava falando entre linhas que ia matar a minha mãe. Eu não estava preparada para o que senti. Sua voz, normalmente suave, estava firme e autoritária. Minhas mãos tremiam, e eu mäl conseguia olhar nos olhos dela. Havia uma mistura de medo e desesperança tomando conta de mim, uma sensação de estar sozinha. Eu queria implorar para que ela não fizesse isso, não matasse a minha mãe, mas sabia que não tinha o direito. Keila estava fazendo o que precisava ser feito para se proteger, para proteger a comunidade. Então, num momento de total

