KEILA NARRANDO Fiquei sabendo pela Marina que o Penugem estava cuidando do enterro da Marcela. Esperei ela confirmar o horário e cronometrei o tempo. Liguei na floricultura, mandei um buquê, escrevi uma mensagem para colocar no cartão e também pedi para que viesse chocolate junto. Não estou sentindo remorso nenhum, mas a Marcy é uma pessoa especial para mim e também para a ONG. Algumas das meninas foram para o enterro. Falei com Marina e pedi para ela falar com as meninas da cozinha para preparar uma sopa. Sei que ela não está comendo. Também mandei preparar algumas torradas e, assim que esse enterro acabar, para as meninas que trabalham com voluntariado na ONG irem visitá-la. — Você não vai? — minha cunhada perguntou, me olhando de forma curiosa. — Não, ainda não tá na hora da gente

