Capítulo-LXVI. Agonia. " A Agonia é como faca de dois gumes, a dor é em dobro e a ferida difícil de curar." Cícero Eu aceleraro a moto como se o motor pudesse apagar aquilo que lateja dentro de mim. A estrada se estende n***a pesada sob o véu da noite , o vento fustiga, e ainda assim não consigo escapar da imagem que me dilacera. Em minha mente só há o corpo de Marryna, o corpo da ruiva que eu amo e que agora carrega marcas deixadas por minhas próprias mãos. Mãos que deveriam servir para proteger, afagar, acalentar, dar prazer mas que se tornaram instrumentos de dor. Não sabe bem para onde ir. Apenas quis fugir da vergonha e da culpa. Acontece que me esqueci que elas irão me acompanhar onde eu for. A estrada não tem destino, apenas um fluxo cego para fugir de mim mesmo. De

