Na manhã seguinte, Can leva Samia a mansão que Aziz(pai de Can) havia vendido.
Com os olhos tapados pelas mãos de Can, Samia não imagina a surpresa que lhe aguarda.
- Não abra! Não abra ainda! Tá chegando...Abre!
- A mansão que era do seu pai. O que a gente faz aqui? Ela havia sido vendida?
- A comprei de volta para nós.
- Can.
Samia abraça-o.
- Vem entra. Senta aqui comigo. Gostou da surpresa?
- Amei a surpresa! Mas como faremos? Não vamos mais para Galápagos?
- Sim iremos! A casa ficará fechada enquanto viajarmos. Mandarei o irmão Rifat, uma vez por semana, para cuidar do jardim e da limpeza.
- Oh meu amor, estou muito feliz de voltar aqui.
- Não conte a ninguém além de Lale (irmã de Samia) e Emin (irmão de Can), que comprei essa casa de volta. Ao menos até chegar a semana do nosso casamento.
- Mas porquê não Can?
- Porque seus pais, vão ficar ainda mais, no seu pé e no meu. Você sabe que não gosto de segredos, mas também não suporto regras exageradas. Tá bom, amor?
- Tá bom.
Samia encosta a cabeça no seu peito.
- Aqui passaremos, os mais lindos dias de nossas vida. Te prometo.
Can beija a a testa de Samia.
Merve (mãe de Samia e Lale) liga para o celular de Lale, após várias tentativas para falar Samia.
- Lale!
- Oi mãe.
- Sua irmã está aí? O celular dela está dizendo, que está desligado ou fora da área.
- Está sim mamãe!
- Bota ela aí que eu quero falar com ela.
- Na verdade, ela almoçou e deitou um pouco. A senhora quer que acorde?
Emin, dá um sorriso, pois sabe que sua mulher, ficaria em maus lençóis, caso sua sogra realmente mandasse chamar Sanem.
- Não deixa-a dormir.
Lale respira aliviada.
- Tá bom mamãe.
- Lale, Lale.
- Estou ouvindo mamãe.
- Can está aí com vocês?
- Não. Ele já foi. Parece que ia encontrar-se com um cliente para uma sessão de fotos.
- Hoje Domingo?
- Evet (Sim). Parece que o cliente só poderá hoje. Vai viajar amanhã cêdo.
- Por quê Sanem não foi com ele?
- Reunião só de homens. Can preferiu assim.
- Oh! Um cavaleiro esse meu genro.
Merve sorri, mas fecha a cara em seguida.
- Está bom então. Quando sua irmã acordar, manda ela ligar o telefone.
- Pode deixar mamãe.
Lale desliga o celular e olha pra Emin que sorri.
- Alah! Alah! Minha mãe está no pé de Samia, amor.
- Sua mãe e as tradições dela.
Emin ri e Lale senta ao seu lado e abraça-o.
- Nós fomos criadas nessas tradições amor. E somos felizes assim.
- Você tem razão querida.
Emin dá um beijinho em Leyla.
- O que mais me chamou atenção em você Lale, foi o seu comportamento.
- Mas a princípio não tinha olhos para mim. Só enxergava Aylin.
- Não posso negar que fui um cego durante muito tempo.
- Aquela mulher foi a culpada da separação de Can com minha irmã.
- Eu também tive minha parcela de culpa favorita
- O que importa agora é que estamos juntos e felizes.
Can passeia pelo jardim da mansão com Samia.
- Aqui nessa casa criaremos nossos filhos, quando eles vierem.
- Quando nos casaremos Can?
- Logo. Primeiro farei algo importânte para nós dois.
- O quê é Can?
- Amanhã você saberá meu tudo.
Derya vê um recado em seu celular.
- Espero por você amanhã na "Gübre Fikir".
- O que significa isso?
Derya liga para Munis.
- Derya que surpresa! Você me ligando?
- Munis recebi uma mensagem do Can, para comparecer na agência amanhã.
- Evet. Ele também me enviou uma.
- Teremos alguma festa de despedida, é isso?
- Não sei, mas vindo do Can Duglü, pode ser.
- Meu telefone está tocando Munis..
- Ok. Amanhã nos vemos.
- Fala Ceyhu.
- Eu e o Mumu (Mustafá) recebemos uma mensagem do Can.
- Acho que não só vocês Ceyhu toda a agência foi convocada.
- Será que será para falar do casamento deles que se aproxima?
- Não sei Ceyhu. Mas com certeza amanhã saberemos.
Nacit (pai de Samia) fecha sua lojinha e retorna para casa.
- Merve.
- Aqui na cozinha Nacit.
- Eu estava conferindo o estoque da nossa loja.
- É sério o que você pretende comprar outra loja ao lado, Nacit?
- Evet. Quero ampliar nossa loja.
- Teremos a maior loja aqui do Distrito.
- Farei as entregas chegarem partir dessa Segunda-feira mais rápido.
- Como assim querido?
- Contratei um motoboy.
- Samia quando esteve fazendo as entregas abriu novos horizontes para nossa lojinha.
Can chega com Samia.
- Luz da minha casa, estávamos falando em você.
- Iyi geceler (Boa noite)
- Iyi geceler.
- Can chegou em boa hora. Estou preparando um dolma, para o jantar.
Can sorri pra Samia.
- Vamos deixar a pizza para outro dia querida?
- Tá bom.
- Sua mãe fez um pudim saboroso pro almoço. Dê um pouco ao seu noivo filha.
- Pode ser depois que comermos dolma, Sr. Nacit.
- Can você continua fazendo fotos?
- Evet. Tenho inclusive que vender meu outro estúdio e abrir um novo aqui em Istambul.
- Mas você prometeu que só fará isso depois do nosso casamento.
- Eu tenho muitas propostas para ele, mas não aceitei ainda nenhuma.
- Por quê não fica com o estúdio antigo meu genro?
Can aponta Samia para Nacit.
- Sua filha. Vou me casar com ela.
- Eu não quero que Can vá mais pra longe de mim, papai.
- Não irei.. Fique certa disso Samia.
- Como fará com as fotos então?
- Estou usando a cabana como estúdio.
- Vamos para mesa? Vou servir o jantar.
- Samia contratei um motoboy para loja.
- Que bom papai.
- Que bom que não é mais você, sentada naquela moto Samia. Não quero que se machuques.
Samia sorri ao recordar-se do tombo que levou.