o reencontro

1075 Words
Havia chegado o dia da entrevista de emprego, era manhã, após um banho, Hayra começou a se arrumar, ela fez uma maquiagem leve, logo após, buscou em seu guarda roupas uma roupa, optou por uma calça jeans de tom escuro e uma camisa branca, nos pés, colocou um salto, nada chamativo, mas formal, sem exageros. Ela saiu de seu quarto e foi até a sala, seu pai estava de saída para o trabalho, sua avó estava sentada no sofá. — bom dia, querida, vai ver o Nolan? Está tão bem arrumada. — Amelia, avó de Hayra questionou. — bom dia vó, não, estou indo para uma entrevista de emprego. — disse ela sem dar muita atenção a velha, já não suportava mais ouvir o nome de Nolan toda vez que estava perto dela. — minha filha, você vai mesmo para esta entrevista? Sabe que trabalho para lhe dar de tudo. — eu sei pai, mas eu quero mais, quero me sentir útil, sentir que conquistei algo, entende? — Adam, pai de Hayra soltou um longo suspiro, então disse. — eu entendo, boa sorte. — no meu tempo mulher ficava em casa, para cuidar da casa e dos filhos. — retrucou a velha. — no seu tempo, eu não tenho filhos, tampouco um marido para cuidar, ainda que tivesse, isso me impediria de trabalhar. — não me responda Hayra, não seja insolente. — disse Amélia, Hayra suspirou e olhou para seu pai, que nada disse, uma das coisas que lhe fazia querer trabalhar, era enfim sair daquela casa, onde sua escolhas sempre eram invalidadas por sua avó. Hayra chegou ao novo supermercado, havia uma fila de pessoas para fazer a entrevista, ela suspirou, seria difícil conseguir uma vaga, quando haviam tantos candidatos, ainda sim, ela não desistiu e ficou por ali, no aguardo de sua vez. Cerca de três horas haviam se passado, quando enfim chamaram o nome dela, uma moça a acompanhou até a sala onde estava ocorrendo a entrevista, Hayra estava nervosa, não era um lugar qualquer, era o tipo de supermercados que os ricos frequentavam, enorme, com uma estrutura impecável e obviamente seriam bem seletivos na escolha dos funcionários. — pode entrar, já estão a seu aguardo. — disse a moça, Hayra assentiu, então segurou a maçaneta com suas mãos trêmulas e abriu a porta, a sua frente, viu um homem de pé em frente a enorme janela, ele olhava a fila a fora que ainda era longa. — bom dia, vim para a vaga de... — disse ela, mas travou ao ver aquele homem se virar para ela, seu coração acelerou, ele, assim como ela travou, m*l podia acreditar que era Oliver a sua frente, o homem que havia lhe proporcionado uma deliciosa noite prazer, noite essa que ficou marcada na mente dela até então. — Hayra...que mundo pequeno. — ele disse um tanto sem graça, de forma nenhuma esperava encontra-la ali, na verdade não esperava vê-la nunca mais e ali estava ela. — você...trabalha aqui? — ela questionou ainda tentando assimilar aquilo. — eu sou dono. — ela suspirou, então disse. — achei que morava na Califórnia. — pensei o mesmo de você. — disse ele. — eu estava de viagem com uns amigos — e eu estava lá para o casamento da minha filha. — Ainda não acredito que te encontrei aqui. — disse ela, enquanto seu rosto ficava vermelho, obviamente ela ainda não sabia como lidar com o homem que havia transado, ela seguia inexperiente, mas tentou ao máximo se comportar de forma adequada. — bem...eu vim para entrevista. — ela disse o fazendo voltar a si. — ah sim...sente-se por favor. — disse ele apontando a cadeira para ela, quando ambos sentaram, ele tornou a falar. — para qual vaga? — fiscal. — disse ela entregando a ele uma ficha com seus dados pessoais, a quais ele tratou logo de olhar, em uma campo próximo ao nome, ele viu a idade dela. — vinte e um anos... é, eu imaginava que você realmente era bem jovem. — ela o deu um sorriso envergonhado, e perguntou. — E você, quantos anos tem? por que naquele dia também não fiquei sabendo sua idade. — trinta e oito. — nem é muita diferença. — disse ela e ele soltou uma risada genuína. — é sim, minha filha tem dezenove anos, apenas dois anos a menos que você. — quem se importa com idade, depois dos dezoito, isso não é um problema, não é? — acho que você tem razão. — ele disse um tanto incerto. — voltando a entrevista, você tem experiência na área? — não, mas, cinco dias trabalhando em uma lanchonete serve? — ela questionou mais uma vez o fazendo rir. — é algo, mas não posso considerar. — que pena. — mas me diga, por que acha que seria uma boa fiscal e o que tem a oferecer ao supermercado como funcionaria? — penso que mereço a vaga pois sou extrovertida, simpática, educada e, esses são pontos importantes para o cargo de fiscal, tendo em vista que terei de lidar com o público, tanto clientes como funcionários, e quanto ao que tenho a oferecer ao supermercado como funcionaria, pode não parecer muito, mas tenho muita vontade de trabalhar e também de evoluir, no que quer que eu faça, é algo pessoal, mas este empenho agregaria muito ao supermercado, não acha? — sim, você se expressa muito bem. — Oliver seguiu com a entrevista, fazendo várias perguntas a Hayra, que respondeu todas elas muito bem, então a entrevista chegou ao fim, ainda que ele não quisesse encerrar ali. — bem, acabamos aqui, em alguns dias daremos a resposta. — disse ele a encarando, ela assentiu com a cabeça e disse. — aguardarei ansiosa. — ela respondeu e levantou-se da cadeira, mas de tudo que ele queria com ela naquele instante, a única que ele não queria era que ela fosse embora, e se fosse, quando se veriam? Teria a oportunidade de vê-la novamente? Apenas se a contratasse, esses eram os pensamentos de Oliver, então enquanto a assistia caminhar em direção a porta, ele a chamou. — Hayra... — ela parou e virou-se para ele ficando no aguardo do que tinha a dizer. — está contratada. — ela ficou em silêncio, estava em choque, ela piscou algumas vezes, em seguida sorriu. — Oliver, obrigada, prometo que darei meu melhor. — ela disse de forma alegre. — eu sei que sim.
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD