CAPÍTULO 2

1640 Words
Por coincidência ou ironia da vida, ela e a amante de seu marido se encontram em quartos contíguos, o que a faz estar perto. Emma está de olhos fechados quando ouve passos na sala, abre os olhos lentamente e vê Matías acabando de chegar. —Matías. — diz algo surpresa ao vê-lo ali, mas depois de um segundo se lembra do que aconteceu no local do acidente e como ele a ignorou para ir embora com sua amante. —Deve estar feliz pelo que fez. —diz ele num tom frio. —Do que está falando? —pergunta confusa. —Não se faça de boba, sabe muito bem do que estou falando, é mais que evidente que depois de nos vermos nos beijando no escritório, você decidiu esperar o momento oportuno para se vingar de nós e deliberadamente fez com que um carro as atropelasse, claro que nada saiu como planejou. —Está ficando louco! —responde ofendida pelas acusações dele. —Só vou te advertir uma coisa, se lhe acontecer algo e ela perder meu filho, jamais te perdoarei. —diz ele e sai, deixando uma surpresa Emma no quarto. As lágrimas não demoram a aparecer em seus olhos e deslizar por suas bochechas. Emma tira a sonda que está usando e vai em direção ao quarto ao lado, onde para sua surpresa encontra sua sogra acompanhando a mulher com quem seu querido filho a está traindo. —O que faz aqui? —diz Sofia, mãe de Matías, olhando-a com desprezo. —Também estou internada neste hospital. —Não posso acreditar que tenha a audácia de vir a este quarto depois do que fez a Silvia. Não tem vergonha? —Não fiz nada, e por isso estou agora aqui. —Está dizendo que sou uma mentirosa. —diz Silvia, fingindo que está chorando. —Foi você que tentou me machucar e agora finge para que todos achem que eu fui a causadora de tudo. —diz ela, tentando esclarecer tudo. —Paf— ressoa a bofetada que sua sogra Sofia lhe dá enquanto tenta esclarecer o m*l entendido. Emma segura seu rosto do lado que levou a bofetada enquanto observa Silvia rindo de sua desgraça. Passos se aproximando ecoam no quarto e um Matías irritado entra. —Por que está aqui? —Mati, querido. Por favor, diz a ela para ir embora, ela me odeia e veio me humilhar. —diz Silvia entre lágrimas falsas. —Emma, vai embora e não se aproxime mais de Silvia. —diz ele friamente. Emma apenas o olha em silêncio. —Vai embora daqui, está apenas incomodando. —diz Sofia. —Pensei que tinha me casado com um grande homem, mas parece que cometi um grande erro do qual estou pagando as consequências. Tentar conquistar o seu amor não vale a pena. —diz ela cheia de raiva e se sentindo impotente. —Lamento não ser o que esperava. —Quero que nos divorciemos o mais rápido possível. —responde ela e sai do quarto, sem olhar para trás, já estava resignada e decidida a se afastar daquele homem e de sua família que tanto a desprezava. Enquanto caminha em direção à saída, ela esbarra em alguém que está entrando no hospital. —Desculpe. —diz o homem. —Desculpe você a mim. —responde imediatamente, olhando-o nos olhos. E lá está, em sua frente, aquele belo homem de olhos cinzentos que a havia ajudado durante o acidente. —Você de novo. —diz ela surpresa. —Já está melhor. —pergunta preocupado ao vê-la saindo do hospital e percebendo que seu braço ainda está machucado e não foi enfaixado. —Decidi ir embora, não tenho nada grave e vou procurar assistência médica em outro lugar. —Quer que te acompanhe? —pergunta temendo que algo lhe aconteça no caminho. —Não é necessário, vou ligar para minha família vir me buscar, de qualquer forma, obrigada. —diz ela e vai embora deixando-o para trás. Emma sai do hospital o mais rápido possível e pega um táxi, enquanto vai no táxi, lamenta e chora sem mais poder. —A senhorita está bem? —pergunta preocupado o motorista. —Não se preocupe e me leve para este endereço. —diz ela, passando o endereço anotado em um papel. Emma está derramando as últimas lágrimas que lhe restam neste momento, agora tudo o que deseja é se separar de Matías e se afastar de sua família. O taxista dirige por quase uma hora, até chegarem a uma enorme mansão. —Acredito que chegamos. —diz ele, duvidando se este é o lugar para onde ela vai. —Ok. —ela abaixa a janela e se aproxima para falar com o segurança que está na porta. —Olá, Max. —Olá, senhorita Emma, é um prazer tê-la aqui de novo. —Obrigada, abre a porta que eu quero entrar. —Claro. O táxi entra na mansão e Emma, depois de pagar ao motorista, desce. Ela se dirige à entrada e toca a campainha para que abram a porta, o mordomo da família abre a porta. —Senhorita Taylor, bem-vinda, por favor entre — ele diz, se afastando para que ela entre na casa. Ela entra na casa e vai para a sala de estar, onde encontra seu irmão Cristian conversando com alguém ao telefone. —Oi, irmão — ela diz, e ele a olha surpreso ao vê-la ali depois de mais de dois anos. —Emma, você voltou — ele diz com um sorriso, lembrando da vez em que sua irmã saiu de casa, no dia em que ela decidiu ir embora, disse que só voltaria se sua família aceitasse seu marido, mas ela está ali agora. — Por favor, me diga que voltou para ficar. —Sim, estou aqui para ficar, decidi me divorciar e voltar para minha família. —Há muito tempo desejo ouvir isso, não sabe o quanto estou feliz de tê-la de volta aqui — ele diz, vai até ela e a abraça fortemente. —Ai! — ela reclama de dor, seu irmão sem querer machucou seu braço ao abraçá-la. —Está bem? — ele pergunta preocupado. —Machuquei meu braço, mas não se preocupe, ficarei bem — ela diz, tentando tranquilizá-lo, não quer que ele descubra o que aconteceu e tente se vingar. —Vamos para o seu quarto para que possa descansar, chamarei o médico da família para te examinar — ele diz preocupado. —Está bem, vamos. Os dois sobem para o quarto de Emma, que apesar de não ter morado com eles, sempre foi mantido arrumado e limpo. Quando entram no quarto, ela se deita em sua cama. —É bom estar de volta — ela diz, se sentindo bem e confortável em sua cama. —Você nunca deveria ter ido embora, às vezes me pergunto o que viu naquele i****a que decidiu afastar sua família e se casar com ele. —Eu sei que cometi um erro, mas você sabe que sou humana e posso cometer erros, mas o importante agora é que estou aqui. —Você está certa, acho que precisamos comemorar o retorno da minha querida irmã, mas por enquanto chamarei o médico, fique aqui quieta até ele voltar, enquanto isso, pedirei que tragam algo para você comer. —Está bem — ela responde, e seu irmão Cristian sai do quarto, deixando-a sozinha. Deitada em sua cama, ela fecha os olhos tentando disfarçar a dor que sente em seu braço. Enquanto está ali em sua cama, por um momento, ela pensa em Matías e se pergunta o que ele está fazendo agora que ela saiu de sua vida. Matías passou a maior parte do tempo no hospital ao lado de Silvia e de sua mãe, que parecem se dar muito bem, ao contrário de Emma, as duas sempre discordavam e discutiam de vez em quando. Neste momento, ele está indo para a casa para conversar com ela sobre seu pedido de divórcio e seu motorista chegou para buscá-lo. —Carlos, me leve para casa — ele diz, enquanto percebe que ao seu lado há um pacote. — O que é isso? — ele pergunta enquanto pega o pacote. —É algo que a senhora comprou, ela estava animada porque hoje tinha algo especial preparado para os dois, pelo que ouvi — ele responde, e Matías se sente m*l ao lembrar a forma como falou com ela. —Você sabe o que aconteceu hoje no estacionamento da empresa? —Ouvi dizer que a senhora foi atropelada junto com outra mulher, espero que esteja bem, ela é uma pessoa muito boa — ele diz, e Matías o olha surpreso. Nunca, durante todo esse tempo, ouviu seus funcionários reclamarem dela, pelo contrário, todos dizem coisas agradáveis e ele se sente bem com ela. Ele não faz mais perguntas ao motorista e fica em silêncio até chegarem à casa. Matías entra e sobe para o quarto de Emma para falar com ela mais calma, mas para sua surpresa, ela não está lá. Lembrando de suas palavras, ele verifica seu armário para ver se ela foi embora e levou suas coisas, mas tudo está lá, então ele decide sair e procurá-la por toda a casa, mas não a encontra em nenhum lugar. Então ele sai para fora e chama seu motorista. —Me diga, precisa de alguma coisa, senhor? —Carlos, você a levou para algum lugar? —Não, senhor, ela não veio comigo, mas lembro de tê-la visto entrar em um táxi. —Onde ela poderia ter ido? — ele se pergunta preocupado, então pega o telefone e a liga várias vezes, mas ela não atende. Nesse momento, a voz de Emma dizendo que quer o divórcio ressoa em sua cabeça. —Ela realmente foi embora e me deixou? — ele se pergunta sentindo um vazio dentro de si.
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