Capítulo 21: Romeo

493 Words
(10 Meses Antes) Passei um braço por baixo dos joelhos de Carmem e o outro ao redor das suas costas. Levantei o corpo dela do colchão sem fazer o menor esforço. A sua cabeça tombou direto no meu ombro, os fios de cabelo grudados na pele úmida pelo suor. Ela estava mole, os braços pendendo para baixo, sem forças para sequer tentar caminhar sozinha. Caminhei com ela no colo até o banheiro da suíte. O piso de mármore branco estava frio contra os meus pés descalços. Com uma mão livre, abri o registro do chuveiro. Esperei alguns segundos até a água aquecer e o vapor começar a embaçar levemente o vidro do box. Entrei sob a água quente com Carmem ainda nos braços, deixando a ducha lavar a pele de nós dois. Coloquei-a no chão devagar. As pernas dela vacilaram por uma fração de segundo, e ela precisou apoiar as mãos espalmadas no meu peito para se manter firme. A água escorreu pelos cabelos escuros dela, lavando os resquícios do meu g**o do seu rosto, queixo e pescoço, levando tudo ralo abaixo. Apertei a válvula do frasco de sabonete líquido. Espalhei a espuma espessa pelas palmas das minhas mãos e comecei a lavá-la. Não havia pressa. A adrenalina tinha deixado a minha corrente sanguínea por completo. O que restava era uma calma inabalável. Meus dedos deslizaram pelos ombros pequenos, desceram pelos s***s e cobriram a barriga lisa. O ato de limpar a pele dela era uma confirmação da rotina que eu havia imposto. Carmem fechou os olhos e inclinou a cabeça para trás, entregando-se aos meus cuidados de forma submissa, como se precisasse das minhas mãos para continuar funcionando. Enxaguei a espuma do corpo dela e terminei de me lavar. Fechei o registro e saí do box. Peguei uma toalha grande na prateleira. Enrolei o tecido grosso ao redor dela, secando a sua pele com movimentos contínuos. Quando terminei, joguei a toalha no cesto e a ergui do chão mais uma vez. Voltei para o quarto pouco iluminado. O lençol estava revirado, marcado pelos nossos fluidos e pelo peso dos nossos corpos, mas não dei importância. Deitei Carmem na lateral direita do colchão. Ela afundou nos travesseiros quase imediatamente, os olhos pesados, a respiração nivelada pelo cansaço físico. Puxei o edredom escuro e a cobri até a altura do pescoço. Deitei ao lado dela. Acomodei a minha cabeça no travesseiro e virei o rosto para observá-la. Em poucos minutos, ela se mexeu sob as cobertas, encolhendo-se e rolando devagar para perto de mim. O rosto dela parou a poucos centímetros do meu braço, buscando o calor da minha pele de forma totalmente inconsciente durante o sono. Fiquei olhando para a expressão relaxada dela. O meu peito se encheu de satisfação. Eu havia dobrado as últimas resistências daquela garota do interior. Ela não tinha mais defesas. O mundo dela agora começava e terminava naquelas quatro paredes, sob as minhas ordens. Carmem me pertencia inteiramente.
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